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Cristo Redentor completa 89 anos neste feriado

Coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo comenta sobre o projeto do cartão-postal




O Cristo Redentor é o monumento mais conhecido do país. Patrimônio histórico nacional e da humanidade, é considerado uma das sete maravilhas do mundo moderno desde 2007. Localizada no topo do Morro do Corcovado, no Rio de Janeiro, a estátua completa 89 anos nesta segunda-feira, dia 12. 

 



Segundo o coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da Esucri, professor Rodrigo Fabre Feltrin, o construção do cartão-postal foi pensada em comemoração aos 100 anos de independência do Brasil, em 1922. “A ideia era que o Cristo fosse visto de várias partes da cidade. O Pão de Açúcar também foi considerado como local, mas o Corcovado foi o ideal. Foram quatro anos de planejamento e cinco de construção, até sua inauguração em 1931”, comentou.

 



O engenheiro Heitor da Silva Costa foi o responsável pela obra, após ganhar o concurso de projetos realizado na época, contando a colaboração do artista plástico Carlos Oswald e do engenheiro Albert Caquot. Em uma viagem para Paris, na França ele conhece o escultor Maximilian Paul Landowsky que modelou as peças da estátua na própria cidade, sendo levada de navio para o Rio em forma de quebra-cabeça.

 



A estrutura foi feita de concreto armado (cimento e metal), a mais tecnológica da época. “O material escolhido para o revestimento foi a pedra-sabão, que apesar de parecer frágil é muito resistente. A matéria-prima era utilizada pelo escultor brasileiro barroco do século 18, Aleijadinho, conhecido pelas suas imagens religiosas. O Cristo possui o estilo Art Déco, movimento que prioriza linhas mais retas e formas mais geométricas”, explicou Rodrigo.

 


 
De acordo com o site Brasil Escola, o monumento conta com 38 metros de altura, sendo oito só na base, além de 28 metros de largura (braços) e cada pé medindo 1,35 metro. Somente a cabeça pesa 30 toneladas e o coração, única parte projetada para o interior, mede 1,30 metro. Ao longo dos anos foram feitas melhorias, como a acessibilidade por meio de elevadores panorâmicos e escadas rolantes, além das reformas e a colocação de pára-raios.

 

 

Texto: Natasha Monteiro, sob supervisão de Amanda Ludwig/Traquejo Comunicação

Foto: Divulgação/Unsplash