A professora e tutora do curso de Letras/Libras da Esucri/Uniasselvi, Cristiane Dias, foi uma das vencedoras do 4º Prêmio UFES de Literatura, na categoria Literatura Juvenil. A premiação será a publicação de 300 exemplares do livro pela editora da Universidade Federal do Espírito Santo (Edufes), que também fará a venda e divulgação.
“Para escrever As Matrioskas levei em consideração o senso comum, ou seja, o que as pessoas pensam quando veem uma Matrioska: uma boneca com outra dentro, e outra, e assim por diante. Esta é a premissa do livro, personagens que vão se revelando em camadas. Mas a boneca russa que dá título a obra também aparece na história como um elemento físico”, relata.
Por ser professora e trabalhar com estudantes na faixa etária dos 12 aos 18 anos, Cristiane já presenciou diversos conflitos entre os alunos. “Muitos dos conflitos vividos pelos personagens do livro foram conflitos vividos por alunos que conheci. Durante esse tempo trabalhando com educação também ouvi muitos relatos de colegas professores. Estes relatos foram muito importantes para compor o livro. Minha inspiração para escrever vem do cotidiano, do que vivi, vivo, escuto. Com os grandes mestres da literatura aprendi e ainda aprendo sobre a arte da escrita. Mas é lendo o mundo que eu busco inspiração para escrever”, pontua.
Para a professora, a leitura pode trazer mais conhecimento, questionamentos e mudar a vida das pessoas. “Esses dias ainda comentei com uma turma de 6º ano que quem lê muito tem muitos problemas. Os alunos me olharam assustados. Então eu disse que um dos problemas de ler muito é que a gente fica muito criativo, começa a ter ideias. Quem lê muito passa a questionar as coisas. Contei a eles que o problema de quem lê muito é saber escrever bem e correto, pois a leitura ajuda a memorizar a forma como as palavras são escritas. Brincadeiras à parte, ler faz com que a gente desenvolva a mente e exercite a nossa sensibilidade”, finaliza.
Colaboração: Rafaela Custódio/Portal Engeplus